A Maçã

A maçã é mais que uma fruta, é um símbolo. A Bíblia faz da maçã o sexo proibido. E depois histórias infantis a transformam no fruto que é permitido, mas que não traz uma boa conseqüência. A maçã causa mudanças, corrompe. No século XXI, é o poder. Sim, clichê, o poder corrompe; em tudo. Na Seleção Brasileira, Dunga foi a Bruxa Má de 90. E o Príncipe Encantado de 94. Bom, talvez na verdade tenha sido o cavalo branco, que carregou o Príncipe Baixinho, mas já é uma mudança. Em 2006, Dunga mordeu a maçã e, incrível mas ao mesmo tempo previsivelmente, foi corrompido.
Tudo bem que o herói de agora é mais parecido fisicamente com o cavalo do que com o príncipe, mas é tão virtuoso quanto. Mesmo assim, banco para Ronaldinho Gaúcho. Foi levantada hipótese de vingança. Dunga levou lençóis e janelinhas e retribuiu com banco. Não creio que o treinador faça isso. Não, não acredito que o nosso selecionador possua o "espelho, espelho meu".
A maçã é fundamental. O povo brasileiro deveria dar-se conta de que é necessário apreciar melhor o sabor dela. Sim, nós provamos a maçã! De quatro em quatro anos!
É possível mudar esse conto-de-fadas tupiniquim. Chega de um Soneca que nada sabe no gabinete principal do Planalto!
Alagoanos, não ressucitem o Dengoso! Não o coloquem no lugar da Zangada no Senado!
Estão satisfeitos com filas de Atchins nos hospitais? E Felizes autopromovendo-se 90% de aumento no Legislativo? E nosso sistema educacional como fica, do jeito que são tratados nossos Mestres? Acordem, Belas Adormecidas!
Não deixem os meios de comunicação determinarem quais são as Belas e quem são as Feras! Estudem! A Gata mais Borralheira pode sim virar Cinderela! Trabalhem! Acreditem no Pé-de-Feijão! Aproveitem a oportunidade de fazer o Brasil um pouquinho mais parecido com o País da Alice.
Ao menos é alentador ver que o Rio Grande do Sul já está aprendendo a mudar a estória. Já em duas eleições, o povo foi o Dunga. Não, agora é o técnico mesmo, esqueçam o anão. Esse ano, o aumento de impostos custou a convocação do Rigottinho Gaúcho. Vingança não, justiça. E fica o aviso. Repetir o erro terá o mesmo final feliz para o Estado, somente vai mudar o apelido da vítima: se for, será Yedinha Paulista.
O povo é a Fada Madrinha.
Rodrigo


