sábado, janeiro 13, 2007

A hora do par

Parece que sempre minha vida foi cercada pelo ímpar. Quase sempre, porque eu nasci dia 20. Mas de lá pra cá, tudo ímpar. O mês é julho e o ano é 81! 2x1! Placar clássico. Rodrigo tem 7 letras, assim como futebol. Jornalismo tem 10! Mas eu gosto é de rádio, 5. Aliás, 5 é o meu número, sempre foi. Peguei do meu pai eu acho. Mas enfim, isso nao é sobre números, nem letras, nem nada que faça com que eu comece a parecer o Zagallo.

De lá pra cá faz 25 anos. E passa muito rápido. Lembro como se fosse hoje, voltando da estância com minha família na camionete e calculando: "no ano 2000 eu vou ter 18 anos...!". E era longínquo o que agora é passado quase distante. Nao sei se tem a ver com a idade ou outros fatores mas tenho começado a procurar cada vez mais os motivos desse ímpar que me incomoda.

Nem vou entrar em questoes psicológicas, auto-estima e essas coisas. O assunto é mais amplo. Eu tenho uma convicçao muito grande de que tudo vai dar certo, mas ao mesmo tempo eu nunca tive paciência pra esperar. Por isso estou em Sevilla, procurando.

É cada vez mais cristalino que do jeito que está o mundo, é mais realista acreditar que em grande escala nao vai dar certo. Entao cabe a gente fazer dar certo na pequena escala. Sem entrar em outra grande discussao, mas voltando à primeira: o certo me parece par.

Schopenhauer disse que a alma procura infinitamente sua contra-parte oposta. Eu nunca acreditei nesse tipo de papo "cara-metade". Mas a essência disso hoje me parece muito verdadeiro, em cada livre interpretaçao individual. Algo move o ser humano e estou convencido. O par é necessário.

400 pessoas juntas na festa e amigos em volta.
Família toda na mesa do jantar.
Um estádio cheio.
Mas ainda nao deu certo.
O ímpar ainda incomoda.
O ímpar chato é único.
É sozinho.
É um.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Lado Azul de 2007


Começa mais uma temporada do futebol brasileiro e o Grêmio foi o primeiro gaúcho a começar sua preparaçao. Comissao técnica mantida, mas grupo nao. Saíram 11 e chegaram poucos até agora.

Goleiros e laterais continuam os mesmos. Galatto ou Marcelo Grohe. Patrício e Bruno Telles. Para uma equipe de Libertadores, sao insuficientes. A dupla de zaga se firmou no ano passado com Willian e Evaldo. Um mais técnico e mais lento, outro mais viril e mais rápido. Evaldo saiu e seu substituto é Schiavi (à direita chegando no Salgado Filho). O zagueiro argentino estava em um time da metade da tabela da segunda divisao espanhola. Já em 2004 e 2005, quando enfrentou o Internacional pelo Boca Juniors, "El Flaco" estava lento e vinha sendo criticado pela imprensa argentina. Temos que ver, mas penso que a nova dupla possa ficar marcada demais pela lentidao. Foi apresentado no Olímpico também Teco, promessa vinda do Cruzeiro.

Vamos ao meio-campo. Jeovânio e Lucas formaram um bom par, sendo que o loiro foi eleito melhor jogador do campeonato pela Revista Placar. O primeiro saiu para o Valenciennes da França e chegaram dois. Edmílson vem do 15 de Campo Bom já tendo uma passagem pelo Inter, onde nao aprovou. Diego Souza vem da reserva do Benfica de Portugal, após ótimas passagens por Fluminense, Seleçao sub-20 e Flamengo. A análise agora passa a depender de Mano Menezes, taticamente. Se optar por Lucas na primeira funçao e Diego Souza na segunda, fica um meio leve mas de muita qualidade. Se repetir a fórmula de 2006, há um decréscimo com a entrada de Edmílson.

A meia depende de quem for o substituto de Hugo, agora no Morumbi. Tcheco permanece na direita e Léo Lima no meio. Hoje o homem da esquerda seria Ramón, mas o Grêmio tenta trazer Kelly, ex-Cruzeiro e Atlético Paranaense. Se a contrataçao for confirmada, a reposiçao é satisfatória, mas há de se levar em conta o fato de Kelly estar na reserva do Al Ain, dos Emirados Árabes. Sabe-se que era bom jogador.

Chega-se ao ataque. Saíram Rômulo e o talisma Herrera e chegou apenas o desconhecido Douglas.

Tentando escalar o melhor time possível de hoje, Mano colocaria: Marcelo Grohe; Patrício, Schiavi, Willian e Bruno Telles; Lucas, Diego Souza, Tcheco, Ramón e Léo Lima; Douglas.
A meu ver é evidente que as saídas marcam mais que as chegadas. É ano de Libertadores. Kelly e Carini sao boas opçoes. Mas, por favor, Tuta, Alex Mineiro, Petkovic, Uéslei, Marcao do Fluminense. Nao. Nome ideal para o ataque do Grêmio é França.

Rodrigo